Márcio Luís da Gama Cavalheiro

Conceitos e Postulados no Início da Ciência da Ecologia.

                                         – Uma Visão Pessoal -



                                                     -INSCRiM – 

          Instituto de Criminalística e Ciências Policiais da América Latina.

                                                       São Paulo

                                                           2017.



          Este trabalho é uma visão pessoal com uma coletânea das principais definições de termos que é importante para a ciência relativamente nova chamada ECOLOGIA, que até então era inexistente e que vem se tornando um divisor de linhas, e uma inflexão através do tempo para sentir do porquê da necessidade de definir estes “postulados” – definições que são considerada como fato reconhecido e ponto de partida, implícito ou explícito, de uma argumentação; premissa, afirmação ou fato admitido sem necessidade de demonstração – para que, a partir destes postulados recentes, pudesse ser desenvolvido toda uma consciência e necessidade que evoluiu para até os dias de hoje, inclusive na definição de costumes e Leis na área na qual estamos inseridos, seja de uma condição sine-qua-non da preservação do planeta Terra e da própria existência da espécie do homem.

   A realização de vários eventos internacionais como o RIO 92 e COP 21, foram criados conceitos que defino como “postulados”, que acredito evoluíram para tornar-se definições que foram incorporados no dia-a-dia de todos os habitantes do planeta, e que foram acordados diante da necessidade de mudanças radicais de costumes gerais e de mudança de paradigmas, diante da “ limitação finito “ dos recursos naturais existentes no planeta Terra e que, com a demanda necessária cada vez maior devido inclusive a aumento exponencial da população, tem levado à exaustão a extração de todos os recursos disponíveis, inclusive a irresponsabilidade por parte do homem em causar desequilíbrios e desastres naturais enormes.

   Com isso e posterior a criação da consciência destes “postulados”, que serviram de base para a elaboração de cartas e instrumentos em que a grande maioria das nações se basearam para criar os Direitos e Legislações Ambientais existentes nos dias de hoje, com isso, nós exercemos nosso trabalho como “guardiões” para a que estas leis sejam aplicadas para que as futuras gerações tenham também meios e recursos para viverem com dignidade e com conforto.

   O objeto deste trabalho seria de uma coletânea e compilado de definição e conceitos, mesmo que sejam muito básicos e até simplórios, que qualquer pessoa com 2º grau escolar têm estudado e gravado na sua consciência, vejo de suma importância e considero, de um ponto de vista muito pessoal e que, particularmente, de relevante importância e que foram a essência do início do desenvolvimento de toda uma cultura que evoluiu para a ciência da ECOLOGIA. Então, vamos lá!

Definições:

-Natureza

   A definição mais tradicional da natureza se diz a respeito de um conjunto de seres vivos (seres humanos, animais, plantas) e aos fenômenos que ocorrem de maneira natural, isto é, sem intervenção do homem ou de meios artificiais (como a chuva ou as nevadas). Neste sentido, o planeta Terra é o lar de todos e da natureza.

-Ecologia

   Ecologia é basicamente o estudo das inter-relações dos seres vivos entre si e com o ambiente. Quando a ecologia fala sobre a proteção da natureza, está-se a referir à conservação dos seres vivos e dos ecossistemas que formam o conjunto como todo que chamamos de planeta TERRA. Por isso concluímos que a ecologia é um campo de estudo muito amplo. E todas essas informações nos ajudam a melhorar o ambiente em que vivemos, diminuindo a poluição, conservando os recursos naturais e protegendo nossa saúde e das gerações futuras.

-Ecossistema

   A palavra Ecossistema vem do grego oikos (οἶκος), casa + systema (σύστημα). O conceito de ecossistema permite fazer um paralelo em relação a um sistema dinâmico com relativa autonomia, que é formado por uma comunidade natural e ao respectivo meio físico, formado por todas as comunidades de seres vivos (fatores bióticos) que vivem e interagem em determinada região e pelos fenômenos ambientais (fatores abióticos) que atuam sobre essas comunidades, que são as interações entre os organismos que formam essa mesma comunidade e os fluxos de energia e materiais que a percorrem.

   Só para ilustração, os fatores bióticos são os efeitos das diversas populações animais, plantas e bactérias umas com as outras dentro desta comunidade e os fatores abióticos os fatores externos como a água, o sol, o solo, o gelo, o vento que influência o dia-a-dia desta mesma comunidade.

-Biodiversidade

   A biodiversidade - ou diversidade biológica – é a quantidade total de variedade e de formas da vida que podemos encontrar na Terra e descreve a riqueza e a variedade do mundo na sua essência natural. As plantas, os animais e os microrganismos fornecem alimentos, remédios e boa parte da matéria-prima e os seus variantes, que são utilizados e consumidos todos os dias por nós seres humano.

   Segundo o WWF, para entender o que é a biodiversidade, devemos considerar o termo em dois níveis diferentes: todas as formas de vida, assim como os genes contidos em cada indivíduo, e as inter-relações, ou ecossistemas, na qual a existência de uma espécie afeta diretamente muitas outras.

   As perdas das biodiversidades estão mais concentrados e graves nas regiões tropicais, pois envolve os aspectos sociais, econômicos, culturais e científicos. Os crescentes aumentos populacionais e pressões econômicas estão levando a exaustão e, consequentemente, a grandes modificações dos habitats naturais por ação humana, afetando toda uma cadeia de meio ambiente e a sua biodiversidade.

   A biodiversidade possui três grandes níveis:

1) Diversidade genética - os indivíduos de uma mesma espécie não são geneticamente idênticos entre si. Cada indivíduo possui uma combinação única de genes que fazem com que alguns sejam únicos. As diferenças genéticas fazem com que possua uma grande variedade de vida.

2) Diversidade orgânica – são agrupamentos de indivíduos que contam com uma história evolutiva próxima em espécies. Possuir a história evolutiva em comum faz com que cada espécie possua características únicas que não são compartilhadas com outros seres vivos. Estima-se que possam existir entre 10 a 30 milhões de espécies na Terra, sendo que já foram identificadas cerca de 1,75 milhões de espécies.

3) Diversidade ecológica – As comunidades são formadas pelas populações da mesma espécie e de espécies diferentes que interagem entre si; essas comunidades interagem com o meio ambiente formando ecossistemas, que interagem entre si formando paisagens, que formam os biomas. Desertos, florestas, oceanos, são tipos de biomas. Cada um deles possui vários tipos de ecossistemas, os quais possuem espécies únicas. Quando um ecossistema é ameaçado todas as suas espécies também são ameaçadas.

Meio ambiente

   O meio ambiente, (do latim ambiens/ambientis, com o sentido de envolver algo[1] ) são as circunstâncias ou condições em que existe determinado objeto ou em que ocorre determinada ação, envolvendo todas as coisas vivas e não-vivas que existem em um determinado ambiente, ou em alguma região dela, que afetam os ecossistemas e a vida dos seres humanos. O meio ambiente também pode ter diversos conceitos, que são identificados por seus componentes. É o conjunto de condições, leis, influências e infraestrutura de ordem física, química e biológica, que permite, abrigar e reger a vida em todas as suas formas.

   Conforme estudamos, o meio ambiente se classificam em:

Meio Ambiente Físico

Meio Ambiente Cultural

Meio Ambiente do Trabalho

Meio Ambiente Artificial

   As classificações de meio ambiente acima citado, no meu entendimento, foram derivados de ações exercidos, direta ou indiretamente pelo homem, e nisso se encaixaria muito bem na definição posterior das Nações Unidas, definindo que “o meio ambiente é o conjunto de componentes físicos, químicos, biológicos e sociais capazes de causar efeitos diretos ou indiretos, em um prazo curto ou longo, sobre os seres vivos e as atividades humanas”.

-Recursos Naturais

   Recursos naturais são todos os recursos disponibilizados pela natureza e que podem ser utilizados pelas atividades dos seres humanos. Dessa forma, todas as coisas como as florestas e os vegetais, animais, as diversas formas de energias naturais disponíveis como por exemplo a energia solar, o que tem solo e sub-solo como os minérios, os ventos e as águas e muitos outros são recursos naturais, pois a sociedade poderá utiliza-los na exploração econômica.

   Até então, o ser humano mantinha uma relação em equilíbrio com a natureza. Porém, com o passar dos milênios e a pressão do aumento populacional, foram desenvolvidas diversas novas técnicas de acúmulo e plantio que, juntamente com a evolução da medicina, foi uma grande revolução que fez com que o homem causasse as maiores transformações e impactos sobre o meio ambiente, intensificando a exploração dos recursos naturais. A utilização cada vez maior dos recursos poderá, num futuro próximo, resultar em grande escassez ou até na extinção de alguns recursos naturais ou até como um todo.

   Os recursos naturais são classificados em renováveis e não renováveis. Os recursos naturais renováveis são aqueles recursos que podem ser renovadas de forma natural (a água, por exemplo) ou por meio de ação externa (como os homens fazem com os vegetais cultivados na agricultura), portanto, são consideradas inesgotáveis mas que poderão se tornar mais escassos caso sejam utilizados indevidamente. Já os recursos naturais não renováveis são aqueles que não podem ser renovadas ou que a ciclo de renovação é muito demorado, levando milhares de anos. Como exemplo temos o petróleo, que leva um longo período geológico para ser formados, mas que está sendo retirado e esgotado rapidamente atualmente pelos homens.    Outro caso são os minérios em geral (ouro, cobre, ferro e outros), portanto, estes são exemplos de recursos não renováveis que podem esgotar-se num futuro muito próximo.

-Desenvolvimento Sustentável

   A definição mais usual e aceita para o desenvolvimento sustentável é “o desenvolvimento capaz de suprir as necessidades da geração atual, sem comprometer a capacidade de atender as necessidades das futuras gerações”. Resumidamente, é o desenvolvimento de hoje que não compromete e nem esgota os recursos para o futuro.

   Segundo a Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, criada pelas Nações Unidas, a definição do desenvolvimento sustentável foi acordar o mundo para a discussão e proposição de meios de conciliar dois objetivos: o desenvolvimento econômico e a conservação ambiental.

   No sentido de permitir um desenvolvimento sustentável, o ser humano nas últimas décadas, tem desenvolvidos práticas que tem permitido a proteção e a conservação da Natureza. Esta prática tem como objetivo a manutenção do meio ambiente do planeta Terra, conservando e elevando a qualidade de vida em harmonia com o meio ambiente e com os outros seres.

   Tem-se melhorado em muito as atitudes e despertado a consciência em geral da população, como não poluir a água, separar o lixo, evitar as queimadas e os desmatamentos, mas é um trabalho continuo e de longo prazo, cuidando sempre e estando de alerta para que as gerações futuras possam aproveitar todo o ecossistema e a natureza.

   Portanto, é de extrema importância que o desenvolvimento sustentável do meio ambiente seja cada vez uma prioridade para todos, principalmente para os políticos e as lideranças que estão no poder, para que a conservação do meio ambiente possa ser alcançada e melhorada com êxito.

-Conclusão

   Com o crescimento exponencial da população, o aumento do consumo de recursos disponíveis a escala global e a produção em quantidade alarmantes de resíduos que contaminam o ambiente, a conceituação de alguns conceitos básicos sobre a ecologia, que tive a liberdade de classificar como “postulados” que nortearam no desenvolvimento de toda uma consciência ecológica, que serviu de embasamento para o desenvolvimento de todo um Princípio, Direitos e Legislação Ambiental na qual nós estamos inseridos, tornou-se de extrema importância e urgência para que diminua os impactos de toda uma cadeia de ecossistemas, diminuindo o risco para a natureza e toda uma condição de vida de todas as espécies de seres, isto incluindo a sobrevivência dos seres humanos no nosso planeta.

    Na minha concepção, todo este espirito ecológico já é o mínimo de legado que hoje nós, como pessoas desta geração, podemos fazer para com que tenha condições de vida adequada para os nossos descendentes, mas mesmo assim, ainda considero muito pouco, pois os impactos já foram causados, muitos dos quais já são irreversíveis.

   É nesse intuito que nós, como peritos e responsáveis em resguardar as Leis Ambientais, Leis que evoluíram desta consciência despertada já tardia, mas que ainda tem tempo de remediar e salvar o pouco que resta, temos o dever para que sejam executados estas Leis tão necessárias e urgentes, que chega a ser uma condição primordial de existência da raça humana neste planeta.

   Referências Bibliográficas

Natureza. Disponível em: <http://conceito.de/natureza>. Acesso em 15/01/2017.

Ecossistema. Disponível em <https://pt.wikipedia.org/wiki/Ecossistema>. Acesso em 15/01/2017.

Biodiversidade. Disponível em < http://www.wwf.org.br/natureza_brasileira/questoes_ambientais/biodiversidade/>. Acesso em 15/01/2017.

Biodiversidade. Disponível em <http://marte.museu-goeldi.br/marcioayres/index.php?option=com_content&view=article&id=9&Itemid=10>. Acesso em 15/01/2017.

Meio ambiente. Disponível em < https://www.significados.com.br/meio-ambiente/>. Acesso em 15/01/2017.

Meio ambiente. Disponível em <https://pt.wikipedia.org/wiki/Meio_ambiente>. Acesso em 15/01/2017.

Recursos Naturais. Disponível em <http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/geografia/recursos-naturais.htm>. Acesso em 15/01/2017.

Assumpção, Luiz Fernando Joly. Sistema de Gestão Ambiental. 2ª ed. Curitiba: Juruá, 2008. 280p.

Periódicos diversos.

                                                          Márcio Luís da Gama Cavalheiro.